Organizando minhas próprias engrenagens
As pessoas são diferentes. Demorei a entender isso. Por muito tempo, cometi o erro silencioso de achar que todo mundo funcionava exatamente como eu. Acreditava que a empatia, o cuidado e a entrega que eu oferecia eram o padrão universal, em todas as relações. Na vida profissional, isso deu quase sempre certo. Na fotografia afetiva, onde já acolhi tantas pessoas, aprendi a ler o outro rapidamente, a criar conexões genuínas e a fazer com que cada um se sinta seguro e bem acolhido. Sei dar atenção. Sei cuidar. O problema é quando levo essa mesma lógica para o lado pessoal. Sem perceber, acabo tratando relações afetivas e possíveis amizades igual aos meus clientes. O meu objetivo automático passa a ser o mesmo: fazer o outro feliz, acolher, zelar pelo bem-estar. Eu entrego tudo porque quero. Eu acolho porque está na minha essência. Quem olha de fora pode achar simples. Podem dizer: "Então é só sair dessas relações e ir para onde te tratam bem" . Mas a verdade é que não...